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Como todo início de tarefa, o
projeto de uma central telefônica parece ser muito simples. Desde que
conheça a demanda de ligações, tudo o que o engenheiro terá que
fazer é calcular o número de linhas (ou canais, ou troncos
telefônicos) que será suficiente para atender a tal demanda.
Porém, como vivemos num mundo de recursos limitados e, mesmo que
conseguíssemos colocar um número de linhas capaz de cobrir
totalmente a atual demanda, a tendência é essa demanda crescer no
tempo e superar essa capacidade.
Além disso, conforme já citado na
primeira parte, temos diversos fatores imprevisíveis que podem
provocar um pico inesperado de demanda a ponto de ultrapassar a atual
capacidade de atendimento da central, estabelecendo-se um estado de
congestionamento.
Sendo assim, o engenheiro que
projeta uma central telefônica contenta-se em achar um número de
linhas que garanta que a probabilidade de haver um excesso de demanda,
ou congestionamento da central, não seja maior do que um valor
considerado razoável.
Consequentemente, o projeto de uma
central telefônica envolverá três variáveis e não duas,
explicitadas a seguir:
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o número de linhas (ou
canais, ou troncos telefônicos) que estarão à disposição
dos usuários da central telefônica em projeto
-
a demanda da central, ou seja:
o volume de tempo em horas gasto para atender todas as
ligações que entraram no sistema em uma hora de funcionamento.
Os engenheiros deram o nome de erlang a essa unidade de
medida.
EXEMPLO:
Numa central telefônica com 100 linhas, qual a demanda
produzida se cada linha recebe, em média, 2 chamadas / hora e
essas têm duração média de 3 minutos?
Solução:
chegam à central 100 x 2 = 200 chamadas por hora, que ocupam
200 x 3 = 600 minutos = 10 horas. Consequentemente, a demanda é
de 10 horas por hora, ou seja: 10 erlang.
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o congestionamento provável
da central, ou seja: o provável percentual de chamadas que
encontrarão a central ocupada
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Número de linhas da central =
L |
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Demanda na central = d |
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Congestionamento provável = c |
Posto isto, vemos que o projeto de
uma central telefônica estará resolvido se conseguirmos expressar o
número L de linhas em termos da demanda d a ser atendida e do
congestionamento provável c que estamos dispostos a aceitar. Assim, o
problema básico da telefonia é: achar a função L = L (c,d).
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