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Agner Krarup Erlang foi a primeira pessoa a estudar o
problema de redes de telefonia.
Estudando a troca de ligações de um
pequeno vilarejo ele criou uma fórmula, agora conhecida como a
fórmula de Erlang, para calcular a fração de ligações que tentavam
chamar alguém fora do vilarejo e que tinham que esperar
porque todas as linhas estavam em uso.
Embora o modelo de Erlang
seja simples, a matemática que está por baixo das complexas redes de
telefonia de hoje ainda está baseada em seu trabalho.
Erlang
nasceu em Lonborg, Jutland na Dinamarca. Hans Nielsen Erlang, seu pai,
era o professor do vilarejo. Sua mãe, Magdalene Krarup, pertencente a uma família
eclesiástica, a qual teve um matemático dinamarquês muito conhecido,
Thomas Fincke, entre os seus antepassados.
Erlang tinha um irmão, Frederik, dois anos mais velho e duas irmãs
mais jovens, Marie e Ingeborg. Agner passou os primeiros anos
escolares com seus irmãos no prédio escolar de seu pai. Passava tardes com seu irmão lendo livros, os quais lia de cabeça
para baixo pois seu irmão não o deixava sentar-se ao seu lado.
Naquele
tempo, uma das matérias favoritas de Agner era astronomia e ele
gostava de escrever poemas sobre assuntos astronômicos. Quando
terminou o primário na escola fez um exame na Universidade de
Copenhague e teve sucesso passando com distinção. Ele tinha então só
14 anos e lhe foi concedida uma permissão especial para seu ingresso à universidade.
Terminando os estudos universitários, Erlang retornou ao vilarejo, onde lecionou, durante dois anos, na escola de seu pai. Neste mesmo período, aprendeu francês e latim.
Aos 16 anos, seu pai queria
que ele frequentasse a universidade mas o dinheiro estava escasso. Uma
familiar distante proveu acomodação livre para ele enquanto se
preparava para os exames universitários de entrada na escola secundária
de Frederiksborg.
Ele ganhou uma bolsa de estudos para a
Universidade de Copenhague e completou seus estudos em 1901 como um MA
com matemática como a matéria principal e astronomia, física e química
como matérias secundárias.
Durante os próximos 7 anos ele ensinou
em várias escolas. Embora a inclinação natural dele estivesse para
pesquisa científica, ele provou ter qualidades pedagógicas
excelentes. Ele não era altamente sociável, ele preferiu ser um
observador, e teve um estilo conciso de fala. Seus amigos o apelidaram
de “A Pessoa Privada”.
Ele usou suas ferias de verão para
viajar para a França, Suécia, Alemanha e Grã Bretanha, onde visitou
galerias de arte e bibliotecas. Enquanto ensinava, mantinha os
estudos em matemática e ciências naturais.
Era membro da Associação dos Matemáticos
Dinamarquêses pela qual estabeleceu contato com outros matemáticos
inclusive sócios da Companhia Telefônica de Copenhague. Ele foi
trabalhar para esta companhia em 1908 como colaborador científico e
depois como cabeça de seu laboratório.
Erlang começou a trabalhar em aplicar a
teoria de probabilidades a problemas de tráfego de telefonia
imediatamente e em 1909 surge o primeiro trabalho
publicado neste assunto “The Theory of Probabilities and
Telephone Conversations” provando que ligações telefônicas
distribuídas aleatoreamente seguiam a lei de distribuição de
Poisson.
Mais adiante outros trabalhos foram
publicados, o mais importante foi em 1917, “Solution of some
Problems in the Theory of Probabilities of Significance in Automatic
Telephone Exchanges”. Este continha fórmulas para perda e tempo de
espera que são bem conhecidas agora na teoria de tráfego de
telefonia. Uma pesquisa inclusiva de seus trabalhos é determinada em
“The life and works of A.K. Erlang”.
Pelo interesse crescente em seu trabalho
vários de seus documentos foram traduzidos para o inglês, francês e
alemão. Ele escreveu em um estilo muito breve, às vezes omitindo as
evidências, o que dificultou o trabalho de entender para os não
especialistas no campo.
É sabido que pesquisadores dos Laboratórios
de Telefonia Bell, nos Estados Unidos aprenderam o dinamarquês para
serem aptos a ler e entender os documentos de Erlang no idioma
original.
Seu trabalho na teoria de tráfego de
telefonia o fez ganhar reconhecimento internacional. Sua fórmula para
a probabilidade de perda foi aceita pela agência postal britânica
como a base para calcular instalações de circuitos telefônicos. Ele
era também sócio da Instituição Britânica de Engenheiros Elétricos.
Erlang dedicou todo seu tempo e energia
ao trabalho e estudos. Ele nunca se casou e freqüentemente trabalhava
até tarde da noite. Ele colecionou uma grande biblioteca de livros
principalmente sobre matemática, astronomia e física, mas ele também
estava interessado em história, filosofia e poesia.
Era um homem bom e generoso com seus
amigos quando questionado sobre qualquer assunto. Conhecido também
por ser um homem caridoso. As pessoas necessitadas visitavam-no freqüentemente
no laboratório para pedir ajuda.
Erlang trabalhou para a Companhia Telefônica
de Copenhague durante quase 20 anos, e nunca tendo tido tempo fora
para doença, entrou em hospital para uma operação abdominal em
janeiro de 1929. Morreu alguns dias mais tarde no domingo, 3 de
fevereiro de 1929.
O
interesse em seu trabalho continuou depois de sua morte e em 1944
“Erlang” era usado em países escandinavos para denotar a unidade
de tráfego de telefonia. O reconhecimento internacional seguiu ao término
da Segunda Guerra Mundial.
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